Dentre todos os gêneros textuais, a crônica é um dos mais fáceis de se escrever e ler. Isto acontece porque ela é criada a partir de fatos do cotidiano, com uma linguagem simples. O cronista pode ter idéias ao andar na rua e ver um acidente de carro ou ainda, o comum engarrafamento de todos os dias nas grandes cidades do nosso país. Engarrafamento no qual, ontem, deve ter piorado muito com o inesperado apagão.
Todos estão em suas casas e, sem nenhuma explicação, a luz apaga. “Daqui a pouco volta”, e não volta. Demora bastante e, olhando pela janela, vemos que não somos os únicos prédios sem luz, mas uma cidade inteira. Telefonemas vão e vem e logo percebemos que não é um evento da nossa cidade, mas do estado. Graças a tecnologia, o celular e a internet 3G, logo descobre-se que o apagão afetou o país todo. São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Brasilia e diversos outros estados ficam sem luz. E neste momento vemos como somos dependentes da eletricidade.
Sem luz, não temos ar condicionados nem ventiladores, e logo suamos. Com sede, vamos a geladeira e encontramos a água quente. “É um caos.” As baterias dos celulares e computadores vão acabando e nos encontramos impotentes diante da situação.
“Caos! O mundo está se acabando!” Não. Vamos dormir e acordamos no dia seguinte com tudo funcionando como deveria. Lemos algumas notícias sobre o que aconteceu – algo com a usina de Itaipu ou a destribuição de energia, não ficou claro – e voltamos a viver a nossa vida normalmente, esquecendo-nos com facilidade de um outro apagão.
