Da Crônica ao Apagão.

12 11 2009

Dentre todos os gêneros textuais, a crônica é um dos mais fáceis de se escrever e ler. Isto acontece porque ela é criada a partir de fatos do cotidiano, com uma linguagem simples. O cronista pode ter idéias ao andar na rua e ver um acidente de carro ou ainda, o comum engarrafamento de todos os dias nas grandes cidades do nosso país. Engarrafamento no qual, ontem, deve ter piorado muito com o inesperado apagão.

Todos estão em suas casas e, sem nenhuma explicação, a luz apaga. “Daqui a pouco volta”, e não volta. Demora bastante e, olhando pela janela, vemos que não somos os únicos prédios sem luz, mas uma cidade inteira. Telefonemas vão e vem e logo percebemos que não é um evento da nossa cidade, mas do estado. Graças a tecnologia, o celular e a internet 3G, logo descobre-se que o apagão afetou o país todo. São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Brasilia e diversos outros estados ficam sem luz. E neste momento vemos como somos dependentes da eletricidade.

Sem luz, não temos ar condicionados nem ventiladores, e logo suamos. Com sede, vamos a geladeira e encontramos a água quente. “É um caos.” As baterias dos celulares e computadores vão acabando e nos encontramos impotentes diante da situação.

“Caos! O mundo está se acabando!” Não. Vamos dormir e acordamos no dia seguinte com tudo  funcionando como deveria. Lemos algumas notícias sobre o que aconteceu – algo com a usina de Itaipu ou a destribuição de energia, não ficou claro – e voltamos a viver a nossa vida normalmente, esquecendo-nos com facilidade de um outro apagão.





world

10 07 2009

All that you see,
From forests, to the eternal seas.
The world. Is just a word.





aos loucos

10 07 2009

Loucura é saber que a vida acaba
e por isso deixar de vive-la.

Loucura é olhar para o céu e ver cinza.
E olhar pra cinza e ver céu, e dor.

Trocar a vida pela estrada (sem fim):
Estrada recortada do papel.





digo

7 07 2009

nada do que digo permanece sem sentido
nas palavras estão ocultas as respostas
elas são as chaves que abrem a mente
- oh, e como mentem! -
e mostra o segredo implícito
que voa e some na nuvem da manhã.





05/07

5 07 2009

até agora, um grande dia
cheio da doce alegria
de viver a vida